A transição energética deixou de ser uma tendência para se tornar uma prioridade estratégica na indústria. Num contexto marcado pela exigência ambiental, pela pressão sobre os custos energéticos e pela necessidade de aumentar a eficiência operacional, investir na descarbonização tornou-se um passo decisivo para as empresas que pretendem crescer de forma sustentável.
Um investimento em eficiência com os olhos postos no futuro:
A FIMEL – Indústria de Metalurgia e Electricidade, S.A., empresa especializada no fabrico de máquinas para a metalurgia e sistemas de pintura industrial, concretizou um projeto estruturante de descarbonização das suas instalações, desenvolvido com o apoio da Progest.
Este projeto, financiado no âmbito do PRR, apresentou um investimento elegível de 325.025 € e um apoio de 200.000 €.
Teve como objetivo reduzir de forma significativa as emissões diretas e indiretas de gases com efeito de estufa associadas à atividade industrial da empresa, promovendo simultaneamente uma maior eficiência energética e operacional.
As principais intervenções permitiram:
- Reduções efetivas no consumo energético e nas emissões associadas à atividade industrial;
- Reforço da eficiência operacional e maior autonomia energética;
- Mitigação da exposição à volatilidade dos custos de energia;
- Consolidação de uma estratégia industrial alinhada com os objetivos da neutralidade carbónica.
Com este projeto, a FIMEL reforça o seu posicionamento enquanto empresa industrial inovadora e comprometida com a sustentabilidade, demonstrando que a descarbonização pode ser uma alavanca real de competitividade e crescimento.
Conheça o Aviso Descarbonização e Eficiência Energética:
As candidaturas à Descarbonização e Eficiência Energética, no âmbito do Programa Portugal 2030, continuam abertas com uma dotação de 165 milhões de euros e uma taxa de financiamento até 85% a fundo perdido até 29/05/2026.
Este incentivo pretende apoiar operações que contribuam para a:
- Redução do consumo de energia e emissões de GEE;
- Substituição, adaptação ou introdução de equipamentos, processos e tecnologias de baixo carbono;
- Incorporação de energias renováveis;
- Reabilitação energética de edifícios empresariais;
- Promoção da transição energética e descarbonização.
Principais despesas elegíveis:
- Instalação de energias renováveis (Ex: bombas de calor, solar)
- Substituição de equipamentos produtivos por versões energeticamente mais eficientes
- Otimização de motores, turbinas, sistemas de ventilação e bombagem
- Digitalização e monitorização de processos para controlar a energia
- Integração de matérias-primas alternativas ou renováveis
- Recuperação de calor ou frio e aproveitamento de calor residual
- Substituição de fornos, caldeiras e injetores
- Soluções que contribuam para a economia circular e rastreabilidade
- Entre outras
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